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Sonhos que nos definem

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Hoje cedo eu vi um post de Facebook na página “Pseudo Cinéfilos” falando que “somos feitos de 95% dos filmes que assistimos”. Achei curioso e compartilhei, embora não saiba bem a procedência dessa porcentagem, que parece mais coisa de aficionado. Mas o conceito em si fez muito sentido pra mim, que sempre me questionei pra onde vai aquela torrente de informação que a gente apreende quando vê um filme ou lê um livro. Certamente, há filmes que são capazes de modificar o nosso modo de ver o mundo, que moldam nossa personalidade ou se tornam hinos de momentos memoráveis de nossa vida. No meu perfil do Filmow eu separei alguns filmes favoritos que preenchem bem essa categoria de moldes para a vida, histórias de formação. Um exemplo forte é Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (2004), que se encaixa na esfera dos “filmes queridos”, porque simboliza parte da minha personalidade, uma época da minha vida que se comportou tal qual o enredo complicado do filme de Michel Gondry ...

O cinema e eu

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Uma característica predominante entre os cinéfilos é a ansiedade em falar sobre os filmes que assistiu. Una a isso a ca pacidade verborrágica de alguém que acabou de se formar em Jornalismo e que escolheu a profissão porque ama escrever: aqui estamos. Cine Fronteira .  É importante frisar que o blog é uma referência a Wim Wenders, cineasta alemão de brilhantes palavras cujos filmes eu ainda não assisti, apesar de citá-lo à exaustão depois que li seu texto " Cinema Além das Fronteiras ", extraído do livro Pensar a Cultura (2013), do projeto Fronteiras do Pensamento. Esse texto dá forma ao que penso sobre os filmes mais fascinantes que já assisti, não porque os filmes não me arrancaram bocejos, todavia certas vezes é preciso garimpar. Certos filmes chatos, passada a primeira hora do tédio sofrido, oferecem os frutos das reflexões propostas por seus realizadores. É o propósito da arte. Nos dar alimento para a alma. E Wim Wenders acredita que os bons filmes estão usualme...