Postagens

Mostrando postagens com o rótulo filmes

O cinema vai te contar algo que você não sabe

Imagem
Como aprender com o cinema sem se tornar o chato dos filmes? É uma pergunta que me faço frequentemente, pois a minha maior tentação, ao chegar nos créditos, é correr para contar como foi bom ter assistido tudo aquilo, falar da fotografia maravilhosa, daqueles planos-sequência realistas, dos efeitos especiais fantásticos, de como as atuações me convencem e de como o roteiro é fascinante. É difícil resistir àquela vontade de rasgar elogios ao diretor e quase impossível conter o nosso ego brilhando ao ter assistido e gostado de um longo e difícil Munique (2005), de Steven Spielberg. Mas, num primeiro momento, é fundamental resistir a esse desejo incessante de tagarelar sobre cinema, pois quando falamos sobre cinema, não passamos a nossa experiência para os outros da mesma forma como apreendemos ela vendo o filme propriamente. Esse é o ponto. O cinema é a arte de nos transportar para “sonhos reais”. O cinema é o instrumento capaz de dar forma àquelas ideias que temos do...

Minha primeira maratona do Oscar

Imagem
Uma experiência marcante que eu tive com o cinema foi fazer uma maratona de filmes do Oscar. Peguei esse costume nos últimos anos porque é a premiação mais tradicional. Até quem não gosta de cinema a conhece. Na edição de 2014, eu assisti a quase todos os filmes, meio que levado pela maré de comentários nas redes sociais e acho importante compartilhar isso com vocês. Provavelmente, todo cinéfilo já acompanhou e se deslumbrou com aqueles vários títulos disputando, cheios de cartazes, de trailers, críticas e entrevistas nos jornais; Hollywood em festa, artistas distribuindo sorrisos na televisão. É a parte glamourosa que muita gente se encanta, é o espetáculo americano, the show . Essa foi uma das formas d'eu me aproximar um pouco mais do cinema. Naquele ano, disputaram a categoria de “melhor filme”, todos estreados em 2013, os seguintes concorrentes: Trapaça (Drama/Romance Policial, por David O. Russell), Capitão Phillips (Thriller/Drama, Paul Greengrass), Clube de Co...

Snowden e 1984: quando a ficção científica se torna realidade

Imagem
“ Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força.” Esse é o slogan do Partido que governava o país imaginário Oceania, na aventura distópica 1984 , de George Orwell, lançado em 1949. Mais de meio século depois, o mundo inteiro vê a estória do romance inglês virar realidade, graças ao fenômeno Edward Snowden. O jovem hacker trouxe à tona o antigo dilema “liberdade x segurança”, quando publicizou o sistema de vigilância dos Estados Unidos da América (EUA), que põe olhos sobre qualquer cidadão ou instituição do planeta. O cinema permite compreender as semelhanças das duas histórias, dos seus respectivos protagonistas e destinos. Citizenfour (2014), documentário de Laura Poitras, e Snowden (2016), suspense biográfico dirigido por Oliver Stone, são registros cinematográficos que funcionam como janela para a reflexão que se segue. Quando a ficção científica se tornou realidade? Para que vocês entendam, é interessante ver a sinopse do livro : Winston, herói de 1984, úl...

O cinema e eu

Imagem
Uma característica predominante entre os cinéfilos é a ansiedade em falar sobre os filmes que assistiu. Una a isso a ca pacidade verborrágica de alguém que acabou de se formar em Jornalismo e que escolheu a profissão porque ama escrever: aqui estamos. Cine Fronteira .  É importante frisar que o blog é uma referência a Wim Wenders, cineasta alemão de brilhantes palavras cujos filmes eu ainda não assisti, apesar de citá-lo à exaustão depois que li seu texto " Cinema Além das Fronteiras ", extraído do livro Pensar a Cultura (2013), do projeto Fronteiras do Pensamento. Esse texto dá forma ao que penso sobre os filmes mais fascinantes que já assisti, não porque os filmes não me arrancaram bocejos, todavia certas vezes é preciso garimpar. Certos filmes chatos, passada a primeira hora do tédio sofrido, oferecem os frutos das reflexões propostas por seus realizadores. É o propósito da arte. Nos dar alimento para a alma. E Wim Wenders acredita que os bons filmes estão usualme...